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	<title>Olhos de Sustentabilidade &#187; Ética</title>
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	<description>por Igor Oliveira</description>
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		<title>Mudança climática e informação</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 21:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[As mudanças climáticas que enfrentamos são causadas pela ação humana? Se sim, em qual medida? Ao contrário de muitos supostos promotores da sustentabilidade, julgo essas perguntas importantes para a compreensão do sistema em que vivemos e para a definição de medidas adaptativas e corretivas. Nem todo problema ambiental pelo qual o planeta passa é causado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As mudanças climáticas que enfrentamos são causadas pela ação humana? Se sim, em qual medida? Ao contrário de muitos supostos promotores da sustentabilidade, julgo essas perguntas importantes para a compreensão do sistema em que vivemos e para a definição de medidas adaptativas e corretivas.</p>
<p><span id="more-108"></span></p>
<p>Nem todo problema ambiental pelo qual o planeta passa é causado pelo aquecimento global e por seus desdobramentos. A questão central é, e continuará sendo, o uso e a distribuição dos recursos naturais finitos e de outras formas de capital. Um segundo aspecto que merece nossa atenção é o impacto dos subprodutos das atividades humanas no meio ambiente. A mudança climática, que é parte da segunda questão, traz, no entanto, os maiores questionamentos nos campos moral, cultural e econômico. Grandes decisões agora incorporam a variável do impacto climático, especialmente no que diz respeito à mensuração de emissões. </p>
<p>O acesso da maioria dos terráqueos (e mesmo dos tomadores de decisão) a fontes primárias de conhecimento é restrito. É verdade que, em outros tempos, isso acontecia exclusivamente devido à escassez de informação, mas o problema, para muitos de nós, mudou. Quem tem acesso à Internet e aos outros meios contemporâneos de instrução dá-se conta de que está mergulhado no excesso de letras. E filtrá-las está cada vez mais difícil. Alguém aí já parou para ler os documentos do <a href="http://www.ipcc.ch/">IPCC</a> (Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas), do <em>velho</em> <a href="http://www.clubofrome.org/">Clube de Roma</a>, ou o <a href="http://www.occ.gov.uk/activities/stern.htm">Relatório Stern</a>? Ou os críticos, os céticos como <a href="http://www.lomborg.com/">Bjorn Lomborg</a>? Por que não? </p>
<p>Grande parte da crítica à hipótese da relação causal entre mudança climática e ação humana é fundamentada pela conotação política dos trabalhos do <a href="http://www.ipcc.ch/">IPCC</a>, que, ao longo dos anos, falhou em livrar-se dessa imagem. Há, e não se pode deixar de admitir, uma influência política na definição da agenda daquele painel da ONU. Também houve, contudo, um reconhecimento da comunidade científica internacional (excluindo-se os <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2006/sep/20/oilandpetrol.business">patrocinados pela indústria do petróleo</a>), que hoje expressa um consenso: seres humanos impactam o clima, e o farão cada vez mais. A <a href="http://royalsociety.org/">Royal Society</a>, por exemplo, expressa sua preocupação com a desinformação e rebate os principais argumentos dos céticos em uma <a href="http://royalsociety.org/page.asp?id=6229.">página na rede</a>.</p>
<p>A ciência é a própria expressão da concretude, da razão e da não-ignorância. Por isso, colocar em dúvida um consenso da comunidade científica é mais difícil do que questionar a intenção de atores da política internacional. Os dois lados são interessantes, e não desencorajo quem quiser estudar filosofia da ciência, mas a questão, nesse caso, é outra e mais profunda.</p>
<p>No campo dos fatos, especialistas como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=RlrMfkEutHo">Jean-Marc Jancovici</a> destacam a explosão populacional e do uso de recursos energéticos que aconteceu na mais recente pequena fatia da história da humanidade. Combinados com desigualdade social e mudança climática, esses fatores geram a desgraça de refugiados ambientais, de novos habitantes de cidades e de pequenos agricultores que vêem suas safras encolherem. Grande parte da população mundial sente na pele as consequências do aquecimento global, da diminuição dos volumes de chuvas e geleiras e da alcalinização das águas. Isso já é suficiente para que tentemos diminuir nossa parcela de responsabilidade pelas mudanças climáticas.</p>
<p><em>Aviso: o conteúdo desse artigo não reflete a posição das instituições com as quais o autor está ou esteve vinculado. Nenhuma informação diretamente relacionada com a atuação dessas instituições é divulgada pelo site.</em></p>
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		<title>O que é sustentabilidade, afinal?</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 20:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Desenvolvimento Sustentável]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Definir a palavra “sustentabilidade” é um exercício fundamental para qualquer terráqueo que almeje contribuir com a perenização da humanidade nesse planeta. É uma proposta interessante para exercícios grupais e para reflexões individuais, que demanda, sobretudo, humildade. Não se pode proferir uma definição desse vocábulo com a intenção de fazê-la resistir ao tempo, porque o conceito evolui rapidamente. Também não é possível resistir às discussões, porque as mentes, leitoras em contextos diversos, entendem os desafios da civilização de maneiras muito distintas.</p>
<p><span id="more-62"></span></p>
<p>Eu gostaria, então, de apresentar as principais forças que influenciam a minha compreensão de o que é sustentabilidade.</p>
<p><strong>O sentido literal</strong><br />
Um primeiro passo aconselhável para a reflexão é isolar a palavra. Uma coisa sustentável é algo que se mantém, que existe durante um longo período, talvez eternamente. Essa enunciação provoca, quase que automaticamente, o questionamento sobre o que é esse objeto que permanece intacto.<br />
Alguns diriam que o planeta é que merece todo o zelo de seus habitantes, mas eu, mais modesto, acredito que estejamos falando da humanidade. Afinal, nós só existimos em uma última e pequena fração da história da Terra.</p>
<p><strong>Ética</strong><br />
Admitindo-se que a questão é meramente humana, é natural que pensemos nas condutas individuais que levam (ou atrapalham) ao sucesso de nossa espécie. A moral encarrega-se dessa tarefa.<br />
Um conceito particularmente importante na relação entre ética e sustentabilidade é o utilitarismo, já que a sustentabilidade humana depende do impacto das ações individuais no bem-estar (utilidade).</p>
<p><strong>Desenvolvimento Sustentável</strong><br />
A noção de desenvolvimento sustentável é fundamental para as concepções mais recentes de condutas que visam a garantir a permanência da humanidade no planeta Terra. Cita-se, normalmente, a definição que surgiu em 1987, em um relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento:</p>
<blockquote><p>Desenvolvimento Sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades.</p></blockquote>
<p>Dos fóruns internacionais também vieram os três pilares do desenvolvimento sustentável: econômico, social e ambiental. A partir deles, importantes soluções puderam aparecer. A ideia de <em>triple bottom line</em>, ou seja, a mensuração de resultados organizacionais a partir dos três critérios fundamentais, é fruto dessa delimitação.<br />
Eu incluiria, entre os pilares da sustentabilidade, a dimensão cultural, explorada de maneira extremamente competente em Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável, de Ignacy Sachs.<br />
<strong><br />
O declínio da civilização</strong><br />
Outro livro (este <a href="http://www.earth-policy.org/Books/PB3/index.htm">disponível na Internet</a>) que considero extremamente importante para o desenvolvimento do conceito de sustentabilidade é o Plano B, de Lester Brown.<br />
A primeira metade da obra trata dos grandes problemas das civilizações atuais, especialmente daqueles causados por alterações climáticas e pela escassez de recursos naturais. Um exemplo simbólico é o aumento do número de refugiados por razões ambientais, como secas, inundações e desertificações. As pressões geradas por essas problemáticas passam pelo aspecto social e chegam ao político, causado o enfraquecimento do Estado e o declínio da qualidade de vida em diversas partes do planeta.<br />
A segunda parte do livro diz respeito às soluções para os nossos desafios. Questões como erradicação da pobreza, fomento à energia renovável e segurança alimentar são abordadas de maneira concreta e consistente.</p>
<p>Contribuir com essas soluções e, mais ainda, com a evolução dos paradigmas socioculturais necessária para que elas sejam postas em prática. É isso que me move. Confio, sobretudo, na riqueza do debate e na importância da evolução de todos os conceitos que apresentei. Somente assim será possível fazer emergir um cenário positivo para a humanidade, com menos guerras, tragédias e sofrimento.</p>
<p><em>Aviso: o conteúdo desse artigo não reflete a posição das instituições com as quais o autor está ou esteve vinculado. Nenhuma informação diretamente relacionada com a atuação dessas instituições é divulgada pelo site.</em></p>
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