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	<title>Olhos de Sustentabilidade &#187; Civilização</title>
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	<description>por Igor Oliveira</description>
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		<title>Dois anos depois, perguntam: o que é sustentabilidade?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 21:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O texto inaugural deste blog foi uma tentativa minha de definir a palavra &#8220;sustentabilidade&#8221;. Nele, eu quis mostrar que há &#8211; e sempre haverá &#8211; uma infinita pluralidade de olhares acerca desse tema. Dois anos depois, tive a honra de deixar meu depoimento sobre &#8216;o que é sustentabilidade&#8217; para o site do START &#8211; Seminário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://igoroliveira.com/2009/07/15/o-que-e-sustentabilidade-afinal/">texto inaugural</a> deste blog foi uma tentativa minha de definir a palavra &#8220;sustentabilidade&#8221;. Nele, eu quis mostrar que há &#8211; e sempre haverá &#8211; uma infinita pluralidade de olhares acerca desse tema.</p>
<p>Dois anos depois, tive a honra de deixar meu depoimento sobre &#8216;o que é sustentabilidade&#8217; para o site do START &#8211; Seminário de Sustentabilidade, evento organizado pela organização que fundei, Net Impact Porto Alegre e pela Câmara Americana de Comércio. O resultado pode ser visto <a href=" http://start.netimpactpoa.org/as-diferentes-visoes-da-sustentabilidade-2">aqui</a>.</p>
<p>O certo é que esse vocábulo tem-se tornado, cada vez mais, vazio. Nas mãos de publicitários, vendedores e governantes irresponsáveis &#8211; praticantes do chamado <em>greenwashing</em> &#8211; qualquer palavra perde o sentido.</p>
<p>Apesar de tudo, ainda estou convicto de que é muito importante pensar e debater sustentabilidade, como um valor para qualquer sociedade.</p>
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		<title>De volta a Porto Alegre</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 16:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cheguei ao Brasil há alguns dias, e gostaria de descrever algumas das impressões que tenho da cidade de Porto Alegre, onde voltei a viver após 13 meses na Europa. A força da cultura do consumo: é notável o desenvolvimento recente dos estabelecimentos comerciais da cidade, que estão mais atentos a nichos e tendências. Tomando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei ao Brasil há alguns dias, e gostaria de descrever algumas das impressões que tenho da cidade de Porto Alegre, onde voltei a viver após 13 meses na Europa.</p>
<p><span id="more-185"></span></p>
<p><strong>A força da cultura do consumo:</strong> é notável o desenvolvimento recente dos estabelecimentos comerciais da cidade, que estão mais atentos a nichos e tendências. Tomando o exemplo dos bares, há uma galopante oferta de locais que oferecem produtos de <em>butique</em>, como cervejas <em>premium</em>. Além disso, foi inaugurado um novo e enorme shopping center na parte sul da cidade, antes uma região mais tranquila. Parece-me, pelas conversas, que as pessoas estão preocupadas em pertencer a categorias sociais aptas a aproveitar esse crescimento do oferecimento de novos e melhores produtos e serviços. Esquecem, talvez, as outras dimensões da vida.<br />
Creio na efemeridade desse fetichismo. Quando surgirem sinais mais fortes de atenuação da desigualdade social no Brasil, outras formas de manifestação individual e coletiva devem emergir.</p>
<p><strong>O desaparecimento da gentileza:</strong> o trânsito de Porto Alegre é uma expressão da avidez individualista que predomina entre os emergentes habitantes dessa metrópole. É uma tal de disputa por chegar mais rápido, ascender mais rápido, que acompanha um pragmatismo cruel nas relações entre as pessoas. Não há motivos para agradecer se nunca mais nos virmos.</p>
<p><strong>A ineficiência, apesar de tudo:</strong> todos correm, mas demoram. A cada serviço que contrato, a prestação demora o dobro.</p>
<p><strong>As sementes de boas novidades:</strong> no campo político, algumas iniciativas merecem atenção. Há um <a href="http://www.betomoesch.com.br">vereador</a> que promete disseminar cultura ambiental na cidade, um <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&#038;local=1&#038;section=Geral&#038;newsID=a2655152.xml">cerco à corrupção</a> no governo do Estado, uma <a href="http://www.novosinal.com.br/">campanha genial</a> pelo respeito às faixas de segurança, e a intensificação de movimentações da sociedade civil organizada. Estive em um <a href="http://www.marketingbusiness.com.br/poacidadecriativa/">seminário</a> intitulado &#8220;Cidade Criativa&#8221;.<br />
As artes parecem estar um pouco mais presentes. Logo tem <a href="http://www.fundacaobienal.art.br/">Bienal do Mercosul</a>.</p>
<p>Essas novas vibrações, combinadas com a florescência econômica, me fazem crer: é um bom momento para estar aqui.</p>
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		<title>Mudança climática e informação</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 21:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Informação]]></category>
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		<description><![CDATA[As mudanças climáticas que enfrentamos são causadas pela ação humana? Se sim, em qual medida? Ao contrário de muitos supostos promotores da sustentabilidade, julgo essas perguntas importantes para a compreensão do sistema em que vivemos e para a definição de medidas adaptativas e corretivas. Nem todo problema ambiental pelo qual o planeta passa é causado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As mudanças climáticas que enfrentamos são causadas pela ação humana? Se sim, em qual medida? Ao contrário de muitos supostos promotores da sustentabilidade, julgo essas perguntas importantes para a compreensão do sistema em que vivemos e para a definição de medidas adaptativas e corretivas.</p>
<p><span id="more-108"></span></p>
<p>Nem todo problema ambiental pelo qual o planeta passa é causado pelo aquecimento global e por seus desdobramentos. A questão central é, e continuará sendo, o uso e a distribuição dos recursos naturais finitos e de outras formas de capital. Um segundo aspecto que merece nossa atenção é o impacto dos subprodutos das atividades humanas no meio ambiente. A mudança climática, que é parte da segunda questão, traz, no entanto, os maiores questionamentos nos campos moral, cultural e econômico. Grandes decisões agora incorporam a variável do impacto climático, especialmente no que diz respeito à mensuração de emissões. </p>
<p>O acesso da maioria dos terráqueos (e mesmo dos tomadores de decisão) a fontes primárias de conhecimento é restrito. É verdade que, em outros tempos, isso acontecia exclusivamente devido à escassez de informação, mas o problema, para muitos de nós, mudou. Quem tem acesso à Internet e aos outros meios contemporâneos de instrução dá-se conta de que está mergulhado no excesso de letras. E filtrá-las está cada vez mais difícil. Alguém aí já parou para ler os documentos do <a href="http://www.ipcc.ch/">IPCC</a> (Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas), do <em>velho</em> <a href="http://www.clubofrome.org/">Clube de Roma</a>, ou o <a href="http://www.occ.gov.uk/activities/stern.htm">Relatório Stern</a>? Ou os críticos, os céticos como <a href="http://www.lomborg.com/">Bjorn Lomborg</a>? Por que não? </p>
<p>Grande parte da crítica à hipótese da relação causal entre mudança climática e ação humana é fundamentada pela conotação política dos trabalhos do <a href="http://www.ipcc.ch/">IPCC</a>, que, ao longo dos anos, falhou em livrar-se dessa imagem. Há, e não se pode deixar de admitir, uma influência política na definição da agenda daquele painel da ONU. Também houve, contudo, um reconhecimento da comunidade científica internacional (excluindo-se os <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2006/sep/20/oilandpetrol.business">patrocinados pela indústria do petróleo</a>), que hoje expressa um consenso: seres humanos impactam o clima, e o farão cada vez mais. A <a href="http://royalsociety.org/">Royal Society</a>, por exemplo, expressa sua preocupação com a desinformação e rebate os principais argumentos dos céticos em uma <a href="http://royalsociety.org/page.asp?id=6229.">página na rede</a>.</p>
<p>A ciência é a própria expressão da concretude, da razão e da não-ignorância. Por isso, colocar em dúvida um consenso da comunidade científica é mais difícil do que questionar a intenção de atores da política internacional. Os dois lados são interessantes, e não desencorajo quem quiser estudar filosofia da ciência, mas a questão, nesse caso, é outra e mais profunda.</p>
<p>No campo dos fatos, especialistas como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=RlrMfkEutHo">Jean-Marc Jancovici</a> destacam a explosão populacional e do uso de recursos energéticos que aconteceu na mais recente pequena fatia da história da humanidade. Combinados com desigualdade social e mudança climática, esses fatores geram a desgraça de refugiados ambientais, de novos habitantes de cidades e de pequenos agricultores que vêem suas safras encolherem. Grande parte da população mundial sente na pele as consequências do aquecimento global, da diminuição dos volumes de chuvas e geleiras e da alcalinização das águas. Isso já é suficiente para que tentemos diminuir nossa parcela de responsabilidade pelas mudanças climáticas.</p>
<p><em>Aviso: o conteúdo desse artigo não reflete a posição das instituições com as quais o autor está ou esteve vinculado. Nenhuma informação diretamente relacionada com a atuação dessas instituições é divulgada pelo site.</em></p>
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		<title>O que é sustentabilidade, afinal?</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 20:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Desenvolvimento Sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[Definir a palavra “sustentabilidade” é um exercício fundamental para qualquer terráqueo que almeje contribuir com a perenização da humanidade nesse planeta. É uma proposta interessante para exercícios grupais e para reflexões individuais, que demanda, sobretudo, humildade. Não se pode proferir uma definição desse vocábulo com a intenção de fazê-la resistir ao tempo, porque o conceito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Definir a palavra “sustentabilidade” é um exercício fundamental para qualquer terráqueo que almeje contribuir com a perenização da humanidade nesse planeta. É uma proposta interessante para exercícios grupais e para reflexões individuais, que demanda, sobretudo, humildade. Não se pode proferir uma definição desse vocábulo com a intenção de fazê-la resistir ao tempo, porque o conceito evolui rapidamente. Também não é possível resistir às discussões, porque as mentes, leitoras em contextos diversos, entendem os desafios da civilização de maneiras muito distintas.</p>
<p><span id="more-62"></span></p>
<p>Eu gostaria, então, de apresentar as principais forças que influenciam a minha compreensão de o que é sustentabilidade.</p>
<p><strong>O sentido literal</strong><br />
Um primeiro passo aconselhável para a reflexão é isolar a palavra. Uma coisa sustentável é algo que se mantém, que existe durante um longo período, talvez eternamente. Essa enunciação provoca, quase que automaticamente, o questionamento sobre o que é esse objeto que permanece intacto.<br />
Alguns diriam que o planeta é que merece todo o zelo de seus habitantes, mas eu, mais modesto, acredito que estejamos falando da humanidade. Afinal, nós só existimos em uma última e pequena fração da história da Terra.</p>
<p><strong>Ética</strong><br />
Admitindo-se que a questão é meramente humana, é natural que pensemos nas condutas individuais que levam (ou atrapalham) ao sucesso de nossa espécie. A moral encarrega-se dessa tarefa.<br />
Um conceito particularmente importante na relação entre ética e sustentabilidade é o utilitarismo, já que a sustentabilidade humana depende do impacto das ações individuais no bem-estar (utilidade).</p>
<p><strong>Desenvolvimento Sustentável</strong><br />
A noção de desenvolvimento sustentável é fundamental para as concepções mais recentes de condutas que visam a garantir a permanência da humanidade no planeta Terra. Cita-se, normalmente, a definição que surgiu em 1987, em um relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento:</p>
<blockquote><p>Desenvolvimento Sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades.</p></blockquote>
<p>Dos fóruns internacionais também vieram os três pilares do desenvolvimento sustentável: econômico, social e ambiental. A partir deles, importantes soluções puderam aparecer. A ideia de <em>triple bottom line</em>, ou seja, a mensuração de resultados organizacionais a partir dos três critérios fundamentais, é fruto dessa delimitação.<br />
Eu incluiria, entre os pilares da sustentabilidade, a dimensão cultural, explorada de maneira extremamente competente em Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável, de Ignacy Sachs.<br />
<strong><br />
O declínio da civilização</strong><br />
Outro livro (este <a href="http://www.earth-policy.org/Books/PB3/index.htm">disponível na Internet</a>) que considero extremamente importante para o desenvolvimento do conceito de sustentabilidade é o Plano B, de Lester Brown.<br />
A primeira metade da obra trata dos grandes problemas das civilizações atuais, especialmente daqueles causados por alterações climáticas e pela escassez de recursos naturais. Um exemplo simbólico é o aumento do número de refugiados por razões ambientais, como secas, inundações e desertificações. As pressões geradas por essas problemáticas passam pelo aspecto social e chegam ao político, causado o enfraquecimento do Estado e o declínio da qualidade de vida em diversas partes do planeta.<br />
A segunda parte do livro diz respeito às soluções para os nossos desafios. Questões como erradicação da pobreza, fomento à energia renovável e segurança alimentar são abordadas de maneira concreta e consistente.</p>
<p>Contribuir com essas soluções e, mais ainda, com a evolução dos paradigmas socioculturais necessária para que elas sejam postas em prática. É isso que me move. Confio, sobretudo, na riqueza do debate e na importância da evolução de todos os conceitos que apresentei. Somente assim será possível fazer emergir um cenário positivo para a humanidade, com menos guerras, tragédias e sofrimento.</p>
<p><em>Aviso: o conteúdo desse artigo não reflete a posição das instituições com as quais o autor está ou esteve vinculado. Nenhuma informação diretamente relacionada com a atuação dessas instituições é divulgada pelo site.</em></p>
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