<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Olhos de Sustentabilidade</title>
	<atom:link href="http://igoroliveira.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://igoroliveira.com</link>
	<description>por Igor Oliveira</description>
	<lastBuildDate>Sun, 21 Feb 2010 19:44:57 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8</generator>
	<language>pt</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Mudando uma Escola</title>
		<link>http://igoroliveira.com/2010/02/21/mudando-uma-escola/</link>
		<comments>http://igoroliveira.com/2010/02/21/mudando-uma-escola/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 18:47:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Net Impact]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://igoroliveira.com/?p=202</guid>
		<description><![CDATA[Apresento aqui algumas das minhas iniciativas para tentar tratar de sustentabilidade e de mudança social na Escola de Administração da UFRGS, minha universidade brasileira. Gostaria muito que as ações abaixo pudessem ser aplicadas por outros estudantes que, como eu, creem na grande importância desses temas.

1) Promover o debate: a primeira coisa que tratei de fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apresento aqui algumas das minhas iniciativas para tentar tratar de sustentabilidade e de mudança social na <a href="http://www.ea.ufrgs.br/">Escola de Administração</a> da <a href="http://www.ufrgs.br/">UFRGS</a>, minha universidade brasileira. Gostaria muito que as ações abaixo pudessem ser aplicadas por outros estudantes que, como eu, creem na grande importância desses temas.</p>
<p><span id="more-202"></span></p>
<p><strong>1) Promover o debate:</strong> a primeira coisa que tratei de fazer ao voltar para a universidade foi unir forças com o <a href="http://twitter.com/caeaufrgs">Centro Acadêmico</a> local e organizar um debate sobre a formação proporcionada pela Escola de Administração. Convidei estudantes de diversas etapas do curso, ex-alunos, professores, funcionários e empresários para mediar grupos que debateram a importância da inclusão de temas como empreendedorismo, desenvolvimento sustentável e inovação social no currículo do curso. Questões como o papel dos diplomados na sociedade e a interação das atividades de ensino com a realidade foram abordadas com boa profundidade. As ideias que resultaram do debate foram apresentadas à diretoria da Escola.</p>
<p><strong>2) Abordar a sustentabilidade sempre que houver uma chance:</strong> sempre que é proposto um trabalho com temática livre (ou quase livre) nas disciplinas que curso, escolho um tema relacionado à sustentabilidade. Em uma disciplina de Administração de Marketing, fiz uma apresentação sobre <em><a href="http://stopgreenwash.org/">greenwash</a></em> que foi um sucesso! Realizei, junto com meu amigo (e colega de <a href="http://enerbio-rs.com.br/">Enerbio Consultoria</a>) <a href="http://br.linkedin.com/in/brunoperoni">Bruno Peroni</a>, uma palestra sobre oportunidades de trabalho na área de sustentabilidade.<br />
<strong><br />
3) Fundar uma sucursal da Net Impact:</strong> Reuni um grupo de alunos com interesses similares aos meus para fundar uma sucursal da <a href="http://netimpact.org/">Net Impact</a>, uma rede internacional de estudantes e profissionais que mudam o mundo por meio dos negócios.<br />
<strong><br />
4) Escrever uma monografia:</strong> Já conversei com alguns professores a respeito do meu trabalho de conclusão de curso, que deverá ser apresentado na metade do ano que vem. Pretendo ligar finanças sustentáveis e políticas públicas para a sustentabilidade em um texto inovador. Espero que dê certo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://igoroliveira.com/2010/02/21/mudando-uma-escola/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>De volta a Porto Alegre</title>
		<link>http://igoroliveira.com/2009/09/16/de-volta-a-porto-alegre/</link>
		<comments>http://igoroliveira.com/2009/09/16/de-volta-a-porto-alegre/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 16:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Civilização]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://igoroliveira.com/?p=185</guid>
		<description><![CDATA[Cheguei ao Brasil há alguns dias, e gostaria de descrever algumas das impressões que tenho da cidade de Porto Alegre, onde voltei a viver após 13 meses na Europa.

A força da cultura do consumo: é notável o desenvolvimento recente dos estabelecimentos comerciais da cidade, que estão mais atentos a nichos e tendências. Tomando o exemplo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei ao Brasil há alguns dias, e gostaria de descrever algumas das impressões que tenho da cidade de Porto Alegre, onde voltei a viver após 13 meses na Europa.</p>
<p><span id="more-185"></span></p>
<p><strong>A força da cultura do consumo:</strong> é notável o desenvolvimento recente dos estabelecimentos comerciais da cidade, que estão mais atentos a nichos e tendências. Tomando o exemplo dos bares, há uma galopante oferta de locais que oferecem produtos de <em>butique</em>, como cervejas <em>premium</em>. Além disso, foi inaugurado um novo e enorme shopping center na parte sul da cidade, antes uma região mais tranquila. Parece-me, pelas conversas, que as pessoas estão preocupadas em pertencer a categorias sociais aptas a aproveitar esse crescimento do oferecimento de novos e melhores produtos e serviços. Esquecem, talvez, as outras dimensões da vida.<br />
Creio na efemeridade desse fetichismo. Quando surgirem sinais mais fortes de atenuação da desigualdade social no Brasil, outras formas de manifestação individual e coletiva devem emergir.</p>
<p><strong>O desaparecimento da gentileza:</strong> o trânsito de Porto Alegre é uma expressão da avidez individualista que predomina entre os emergentes habitantes dessa metrópole. É uma tal de disputa por chegar mais rápido, ascender mais rápido, que acompanha um pragmatismo cruel nas relações entre as pessoas. Não há motivos para agradecer se nunca mais nos virmos.</p>
<p><strong>A ineficiência, apesar de tudo:</strong> todos correm, mas demoram. A cada serviço que contrato, a prestação demora o dobro.</p>
<p><strong>As sementes de boas novidades:</strong> no campo político, algumas iniciativas merecem atenção. Há um <a href="http://www.betomoesch.com.br">vereador</a> que promete disseminar cultura ambiental na cidade, um <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&#038;local=1&#038;section=Geral&#038;newsID=a2655152.xml">cerco à corrupção</a> no governo do Estado, uma <a href="http://www.novosinal.com.br/">campanha genial</a> pelo respeito às faixas de segurança, e a intensificação de movimentações da sociedade civil organizada. Estive em um <a href="http://www.marketingbusiness.com.br/poacidadecriativa/">seminário</a> intitulado &#8220;Cidade Criativa&#8221;.<br />
As artes parecem estar um pouco mais presentes. Logo tem <a href="http://www.fundacaobienal.art.br/">Bienal do Mercosul</a>.</p>
<p>Essas novas vibrações, combinadas com a florescência econômica, me fazem crer: é um bom momento para estar aqui.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://igoroliveira.com/2009/09/16/de-volta-a-porto-alegre/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Morte e vida do cool</title>
		<link>http://igoroliveira.com/2009/08/26/morte-e-vida-do-cool/</link>
		<comments>http://igoroliveira.com/2009/08/26/morte-e-vida-do-cool/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 21:45:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Carros]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ironia]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança Climática]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://igoroliveira.com/?p=125</guid>
		<description><![CDATA[Quando, em 1950, Miles Davis anunciou o nascimento do cool, ninguém botou muita fé. As máquinas de ar-condicionado da época ainda eram grandes e barulhentas.


Mas a indústria cresceu sem limites, gerando empregos e desenvolvimento. Todos queriam ficar no fresquinho.
De repente, veio a crise do CFC. Disseram que estávamos destruindo a tal da camada de ozônio, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando, em 1950, Miles Davis anunciou o nascimento do <em>cool</em>, ninguém botou muita fé. As máquinas de ar-condicionado da época ainda eram grandes e barulhentas.</p>
<p><span id="more-125"></span></p>
<p><img src="http://igoroliveira.com/img/birthofthecool.jpg" alt="Birth of The Cool (Capital Records)" /></p>
<p>Mas a indústria cresceu sem limites, gerando empregos e desenvolvimento. Todos queriam ficar no fresquinho.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/toestubber/3014385351/"><img src="http://igoroliveira.com/img/lotsofairs.jpg" alt="Lots of Airs" width="500" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">the_toe_stubber - CC BY 2.0</p></div>
<p>De repente, veio a crise do CFC. Disseram que estávamos destruindo a tal da camada de ozônio, e que isso poderia queimar nossas peles. Como todo mundo gosta de uma prainha de vez em quando, tivemos que encontrar <a href="http://www.usgbc.org/Docs/LEED_tsac/Energy/TRANE-CFC%20Free.pdf">soluções tecnológicas</a> para o problema.</p>
<p>Mas pouco adiantou. Vieram com o tal do aquecimento global, e agora o ar-condicionado gasta muito da energia que geramos queimando carvão e gás. Dizem que isso pode causar o derretimento das calotas polares, o desaparecimento de nações insulares, o acontecimento de tragédias naturais e outros desastres.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><a href="http://www.thedailyanchor.com/2009/01/26/ad-of-the-day-the-air-that-cools-your-home-heats-up-the-world/"><img class=" " src="http://igoroliveira.com/img/achuge.jpg" alt="AC Huge" width="600" height="415" /></a><p class="wp-caption-text">thedailyanchor.com</p></div>
<p>De uma hora para outra, ficar no fresquinho deixou de ser <em>cool</em>. Tudo isso porque nem todo mundo pode ter um ar-condicionado.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/qnr/3248096311/"><img src="http://igoroliveira.com/img/oldair.jpg" alt="Old air conditioners" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">qnr - CC BY-SA 2.0</p></div>
<p>Paramos de fumar porque deixou de ser <em>cool</em>. <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/vialli/?title=o_carro_sera_o_novo_cigarro&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1">Paramos de dirigir</a> porque deixou de ser <em>cool</em>. Até onde vai essa moda?</p>
<p><img src="http://igoroliveira.com/img/cig.jpg" alt="Cigarettes" /></p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 338px"><a href="http://panoptico.wordpress.com"><img class=" " title="teste" src="http://igoroliveira.com/img/moto2.jpg" alt="Moto" width="328" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">panoptico.wordpress.com</p></div>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://apocalipsemotorizado.net"><img class=" " src="http://igoroliveira.com/img/radar.jpg" alt="Car" width="500" height="313" /></a><p class="wp-caption-text">apocalipsemotorizado.net</p></div>
<p><a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/8931">Nossos pulmões continuam mal</a>, e vamos agora ter que passar calor? Que a <a href="http://www.treehugger.com/files/2008/07/the-rebirth-of-cool.php">tecnologia</a> e os <a href="http://www.treehugger.com/files/2008/08/air-conditioning-and-politics.php">políticos</a> resolvam logo nossos problemas!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://igoroliveira.com/2009/08/26/morte-e-vida-do-cool/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mudança climática e informação</title>
		<link>http://igoroliveira.com/2009/08/16/mudanca-climatica-e-informacao/</link>
		<comments>http://igoroliveira.com/2009/08/16/mudanca-climatica-e-informacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 21:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Civilização]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Informação]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança Climática]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://igoroliveira.com/?p=108</guid>
		<description><![CDATA[As mudanças climáticas que enfrentamos são causadas pela ação humana? Se sim, em qual medida? Ao contrário de muitos supostos promotores da sustentabilidade, julgo essas perguntas importantes para a compreensão do sistema em que vivemos e para a definição de medidas adaptativas e corretivas.

Nem todo problema ambiental pelo qual o planeta passa é causado pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As mudanças climáticas que enfrentamos são causadas pela ação humana? Se sim, em qual medida? Ao contrário de muitos supostos promotores da sustentabilidade, julgo essas perguntas importantes para a compreensão do sistema em que vivemos e para a definição de medidas adaptativas e corretivas.</p>
<p><span id="more-108"></span></p>
<p>Nem todo problema ambiental pelo qual o planeta passa é causado pelo aquecimento global e por seus desdobramentos. A questão central é, e continuará sendo, o uso e a distribuição dos recursos naturais finitos e de outras formas de capital. Um segundo aspecto que merece nossa atenção é o impacto dos subprodutos das atividades humanas no meio ambiente. A mudança climática, que é parte da segunda questão, traz, no entanto, os maiores questionamentos nos campos moral, cultural e econômico. Grandes decisões agora incorporam a variável do impacto climático, especialmente no que diz respeito à mensuração de emissões. </p>
<p>O acesso da maioria dos terráqueos (e mesmo dos tomadores de decisão) a fontes primárias de conhecimento é restrito. É verdade que, em outros tempos, isso acontecia exclusivamente devido à escassez de informação, mas o problema, para muitos de nós, mudou. Quem tem acesso à Internet e aos outros meios contemporâneos de instrução dá-se conta de que está mergulhado no excesso de letras. E filtrá-las está cada vez mais difícil. Alguém aí já parou para ler os documentos do <a href="http://www.ipcc.ch/">IPCC</a> (Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas), do <em>velho</em> <a href="http://www.clubofrome.org/">Clube de Roma</a>, ou o <a href="http://www.occ.gov.uk/activities/stern.htm">Relatório Stern</a>? Ou os críticos, os céticos como <a href="http://www.lomborg.com/">Bjorn Lomborg</a>? Por que não? </p>
<p>Grande parte da crítica à hipótese da relação causal entre mudança climática e ação humana é fundamentada pela conotação política dos trabalhos do <a href="http://www.ipcc.ch/">IPCC</a>, que, ao longo dos anos, falhou em livrar-se dessa imagem. Há, e não se pode deixar de admitir, uma influência política na definição da agenda daquele painel da ONU. Também houve, contudo, um reconhecimento da comunidade científica internacional (excluindo-se os <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2006/sep/20/oilandpetrol.business">patrocinados pela indústria do petróleo</a>), que hoje expressa um consenso: seres humanos impactam o clima, e o farão cada vez mais. A <a href="http://royalsociety.org/">Royal Society</a>, por exemplo, expressa sua preocupação com a desinformação e rebate os principais argumentos dos céticos em uma <a href="http://royalsociety.org/page.asp?id=6229.">página na rede</a>.</p>
<p>A ciência é a própria expressão da concretude, da razão e da não-ignorância. Por isso, colocar em dúvida um consenso da comunidade científica é mais difícil do que questionar a intenção de atores da política internacional. Os dois lados são interessantes, e não desencorajo quem quiser estudar filosofia da ciência, mas a questão, nesse caso, é outra e mais profunda.</p>
<p>No campo dos fatos, especialistas como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=RlrMfkEutHo">Jean-Marc Jancovici</a> destacam a explosão populacional e do uso de recursos energéticos que aconteceu na mais recente pequena fatia da história da humanidade. Combinados com desigualdade social e mudança climática, esses fatores geram a desgraça de refugiados ambientais, de novos habitantes de cidades e de pequenos agricultores que vêem suas safras encolherem. Grande parte da população mundial sente na pele as consequências do aquecimento global, da diminuição dos volumes de chuvas e geleiras e da alcalinização das águas. Isso já é suficiente para que tentemos diminuir nossa parcela de responsabilidade pelas mudanças climáticas.</p>
<p><em>Aviso: o conteúdo desse artigo não reflete a posição das instituições com as quais o autor está ou esteve vinculado. Nenhuma informação diretamente relacionada com a atuação dessas instituições é divulgada pelo site.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://igoroliveira.com/2009/08/16/mudanca-climatica-e-informacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O carro e a taxa</title>
		<link>http://igoroliveira.com/2009/08/09/o-carro-e-a-taxa/</link>
		<comments>http://igoroliveira.com/2009/08/09/o-carro-e-a-taxa/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 01:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Bancos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Carros]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Lester Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://igoroliveira.com/?p=76</guid>
		<description><![CDATA[O Iochpe perguntou, comentando o texto anterior, se uma realocação tributária sustentável funcionaria no Brasil. Citou o exemplo alemão presente no Plano B, de Lester Brown: um corte nos tributos trabalhistas compensado por um aumento na carga tributária das tarifas energéticas. Genial, diz ele.
Respondo que a política tributária é mesmo um instrumento poderoso de promoção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://twitter.com/eiesf">Iochpe</a> perguntou, comentando o texto anterior, se uma realocação tributária <em>sustentável</em> funcionaria no Brasil. Citou o exemplo alemão presente no <a href="http://www.earth-policy.org/Books/PB3/index.htm">Plano B</a>, de Lester Brown: um corte nos tributos trabalhistas compensado por um aumento na carga tributária das tarifas energéticas. Genial, diz ele.<br />
Respondo que a política tributária é mesmo um instrumento poderoso de promoção da sustentabilidade, que pode funcionar em qualquer país, se respeitadas as devidas particularidades. Aproveito para observar alguns exemplos de ações nesse campo, especialmente no que diz respeito a automóveis.</p>
<p><span id="more-76"></span></p>
<p>As chamadas soluções pigouvianas são um instrumento de correção de falhas de mercado relacionadas à não-incorporação de externalidades ao preço dos bens. Quando abastece seu automóvel, o consumidor não paga por todos os custos socioambientais gerados pela produção do combustível. Como <a href="http://www.earth-policy.org/Books/PB3/PB3ch1_ss2.htm">sublinha o próprio Lester Brown</a>, os custos das mudanças climáticas não estão inclusos nos preços dos combustíveis fósseis, o que incentiva pessoas e organizações do mundo todo a utilizar massivamente tais produtos.<br />
O papel do Estado é corrigir essa disfunção, carregando os derivados do petróleo com taxas e investindo as receitas dos tributos em ações que reparem as consequências negativas. Governos que consideram essa possibilidade têm a oportunidade de aumentar suas receitas tributárias oriundas de produtos como gasolina e diesel, e, portanto, de desonerar outros setores ou produtos que gerem bem-estar para a população. Além disso, alguns benefícios de políticas dessa natureza são intagíveis. A humanização das cidades, gerada pela diminuição das frotas de automóveis, é um exemplo de reflexo imensurável dessas medidas.</p>
<p>A eficácia das soluções pigouvianas, depende, no entanto, do bom funcionamento da máquina pública. Ao adotá-las, o Estado amplia seu papel na gestão dos recursos, e precisa garantir um nível satisfatório de eficiência. É verdade que o Brasil não apresenta um grande desempenho na gestão das finanças públicas e do ambiente institucional, mas há indícios de melhora que permitem alguma ousadia na formulação de políticas públicas sustentáveis. De qualquer maneira, é melhor perder um pouco por ser ineficiente do que caminhar na direção errada.</p>
<p>Em pleno século XXI, algumas ações de governantes brasileiros ainda contêm traços daquilo que podemos denominar <em>solução Fusca</em>, em uma referência à famosa política pública de incentivo à produção e à aquisição de automóveis que empurrou a economia alemã pouco antes da Segunda Guerra. Desde então, aquele país aprendeu muitas lições e passou a liderar, internacionalmente, a inovação para a sustentabilidade, inclusive no domínio governamental, como mostra o <a href="http://twitter.com/eiesf">Iochpe</a>.</p>
<p>O Rio Grande do Sul acaba de firmar um <a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&#038;local=1&#038;newsID=a2581032.xml&#038;channel=13&#038;tipo=1&#038;section=Geral">acordo</a> com a General Motors que prevê um prazo de 10 anos para o início do pagamento de 75% do ICMS gerado pela ampliação da unidade da empresa no estado. A GM ainda terá 12 anos, após o início dos pagamentos, para quitar a dívida. Sem juros! Isso significa uma tomada de riscos e uma renúncia fiscal gigantesca em favor de supostos benefícios econômicos gerados por uma multinacional que está em processo de reestruturação (após ter de pedir concordata) em seu país de origem. O projeto ainda <a href="http://jcrs.uol.com.br/jc/site/noticia.php?codn=3836">conta com financiamentos do BNDES e do Banrisul</a>, que garantiram condições contratuais extremamente favoráveis à corporação.</p>
<p>Além de investir em um modelo de negócio e de desenvolvimento econômico completamente ultrapassado, o governo do Rio Grande do Sul passa a ter de lidar com um conflito de interesses evidente. Já que pretendem receber, algum dia, os pagamentos da dívida que assumiram com a multinacional americana, o governo e os bancos estatais perdem a disposição a investir em transporte público, urbanismo sustentável e trens intermunicipais. O ideal agora é que cada gaúcho tenha de comprar um automóvel para contribuir com o sucesso da fábrica, que, ao que se sabe, não deve montar veículos elétricos ou energeticamente eficientes.</p>
<p>É andar na contramão. O que se espera de um governo comprometido com a sustentabilidade é uma política clara de incentivo à substituição dos carros por outros meios de locomoção compatíveis com a realidade do planeta e das cidades. Os impostos são uma maneira de expressar essa escolha. Na União Européia, <a href="http://ec.europa.eu/taxation_customs/taxation/other_taxes/passenger_car/index_en.htm">propostas atuais</a> para uma legislação comunitária relativa à tributação dos automóveis levam fatores ambientais bastante a sério.</p>
<p><em>Aviso: o conteúdo desse artigo não reflete a posição das instituições com as quais o autor está ou esteve vinculado. Nenhuma informação diretamente relacionada com a atuação dessas instituições é divulgada pelo site.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://igoroliveira.com/2009/08/09/o-carro-e-a-taxa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O que é sustentabilidade, afinal?</title>
		<link>http://igoroliveira.com/2009/07/15/o-que-e-sustentabilidade-afinal/</link>
		<comments>http://igoroliveira.com/2009/07/15/o-que-e-sustentabilidade-afinal/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 20:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Igor Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Civilização]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Lester Brown]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://igoroliveira.com/?p=62</guid>
		<description><![CDATA[Definir a palavra “sustentabilidade” é um exercício fundamental para qualquer terráqueo que almeje contribuir com a perenização da humanidade nesse planeta. É uma proposta interessante para exercícios grupais e para reflexões individuais, que demanda, sobretudo, humildade. Não se pode proferir uma definição desse vocábulo com a intenção de fazê-la resistir ao tempo, porque o conceito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Definir a palavra “sustentabilidade” é um exercício fundamental para qualquer terráqueo que almeje contribuir com a perenização da humanidade nesse planeta. É uma proposta interessante para exercícios grupais e para reflexões individuais, que demanda, sobretudo, humildade. Não se pode proferir uma definição desse vocábulo com a intenção de fazê-la resistir ao tempo, porque o conceito evolui rapidamente. Também não é possível resistir às discussões, porque as mentes, leitoras em contextos diversos, entendem os desafios da civilização de maneiras muito distintas.</p>
<p><span id="more-62"></span></p>
<p>Eu gostaria, então, de apresentar as principais forças que influenciam a minha compreensão de o que é sustentabilidade.</p>
<p><strong>O sentido literal</strong><br />
Um primeiro passo aconselhável para a reflexão é isolar a palavra. Uma coisa sustentável é algo que se mantém, que existe durante um longo período, talvez eternamente. Essa enunciação provoca, quase que automaticamente, o questionamento sobre o que é esse objeto que permanece intacto.<br />
Alguns diriam que o planeta é que merece todo o zelo de seus habitantes, mas eu, mais modesto, acredito que estejamos falando da humanidade. Afinal, nós só existimos em uma última e pequena fração da história da Terra.</p>
<p><strong>Ética</strong><br />
Admitindo-se que a questão é meramente humana, é natural que pensemos nas condutas individuais que levam (ou atrapalham) ao sucesso de nossa espécie. A moral encarrega-se dessa tarefa.<br />
Um conceito particularmente importante na relação entre ética e sustentabilidade é o utilitarismo, já que a sustentabilidade humana depende do impacto das ações individuais no bem-estar (utilidade).</p>
<p><strong>Desenvolvimento Sustentável</strong><br />
A noção de desenvolvimento sustentável é fundamental para as concepções mais recentes de condutas que visam a garantir a permanência da humanidade no planeta Terra. Cita-se, normalmente, a definição que surgiu em 1987, em um relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento:</p>
<blockquote><p>Desenvolvimento Sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades.</p></blockquote>
<p>Dos fóruns internacionais também vieram os três pilares do desenvolvimento sustentável: econômico, social e ambiental. A partir deles, importantes soluções puderam aparecer. A ideia de <em>triple bottom line</em>, ou seja, a mensuração de resultados organizacionais a partir dos três critérios fundamentais, é fruto dessa delimitação.<br />
Eu incluiria, entre os pilares da sustentabilidade, a dimensão cultural, explorada de maneira extremamente competente em Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável, de Ignacy Sachs.<br />
<strong><br />
O declínio da civilização</strong><br />
Outro livro (este <a href="http://www.earth-policy.org/Books/PB3/index.htm">disponível na Internet</a>) que considero extremamente importante para o desenvolvimento do conceito de sustentabilidade é o Plano B, de Lester Brown.<br />
A primeira metade da obra trata dos grandes problemas das civilizações atuais, especialmente daqueles causados por alterações climáticas e pela escassez de recursos naturais. Um exemplo simbólico é o aumento do número de refugiados por razões ambientais, como secas, inundações e desertificações. As pressões geradas por essas problemáticas passam pelo aspecto social e chegam ao político, causado o enfraquecimento do Estado e o declínio da qualidade de vida em diversas partes do planeta.<br />
A segunda parte do livro diz respeito às soluções para os nossos desafios. Questões como erradicação da pobreza, fomento à energia renovável e segurança alimentar são abordadas de maneira concreta e consistente.</p>
<p>Contribuir com essas soluções e, mais ainda, com a evolução dos paradigmas socioculturais necessária para que elas sejam postas em prática. É isso que me move. Confio, sobretudo, na riqueza do debate e na importância da evolução de todos os conceitos que apresentei. Somente assim será possível fazer emergir um cenário positivo para a humanidade, com menos guerras, tragédias e sofrimento.</p>
<p><em>Aviso: o conteúdo desse artigo não reflete a posição das instituições com as quais o autor está ou esteve vinculado. Nenhuma informação diretamente relacionada com a atuação dessas instituições é divulgada pelo site.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://igoroliveira.com/2009/07/15/o-que-e-sustentabilidade-afinal/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
